Direito e diversidade

Loading...
Thumbnail Image

Date

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Year

Procedure number

DJE number

Source

Publisher

Ministério Público do Estado de São Paulo
Description

Nossa Constituição Federal, logo em seu artigo 1º, aponta quais são seus fundamentos, dentre eles, a dignidade da pessoa humana. Adiante, em seu artigo 3º, prescreve que um dos objetivos fundamentais daRepública Federativa do Brasil é o da promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Este é um dos primados dos direitos humanos e uma garantia de direitos individuais (art. 5º, caput, CF). A Carta Magna também garante a punição de qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais, além de dispor que cabe ao Estado assegurar instrumentos adequados para a proteção de toda e qualquer forma de tratamento desumano ou degradante, contra quaisquer pessoas, seja praticado por órgãos públicos, seja por outras pessoas (CF/1988, art. 5º, III e XLI). O Ministério Público, atento ao seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, e às demandas que envolvem as questões da diversidade, tem se debruçado sobre o estudo da temática da proteção aos direitos da população LGBTI+. Esse compromisso tem como objetivo a integração e o intercâmbio entre os órgãos de execução que atuam na mesma área de atividade e que tenham atribuições comuns. Neste sentido, criou o Ato Normativo nº 1.032/2017, publicado em 31 de maio de 2017, que disciplina o uso do nome social de travestis e transexuais no âmbito do Ministério Público de São Paulo. Realizou um roteiro voltado à atuação dos órgãos de execução a respeito da transexualidade e da retificação de registro para mudança de nome e sexo, além da aplicação da Lei Maria da Penha à mulher transgênero. Promoveu, ainda, o seminário “Ministério Público e Diversidade”, abordando sobre violência contra a mulher transgênero, crimes de ódio, envelhecimento dos travestis, processo cirúrgico de mudança de sexo para as pessoas transgênero, bem como questões jurídicas e práticas para o enfrentamento da discriminação e do preconceito. Realizou, também, a segunda edição do concurso musical “Vozes pela Igualdade de Gênero” com a temática #RespeitaaDiferença, com o objetivo de promover o debate no âmbito da educação sobre a valorização da tolerância, respeito e combate a qualquer tipo de discriminação de gênero e de orientação sexual, inclusive no espaço da internet, envolvendo mais de dois mil alunos. Além dessas ações, retomou o grupo de trabalho criado pelo Ato nº 111/2015, renovado pela designação nº1.1148/2017, para o acompanhamento de políticas públicas da população LGBTI+, com o objetivo de elaborar diretrizes para atuação de promotores de Justiça em relação a atos de discriminação em razão de orientação sexual. Sob esta perspectiva, elaboramos este material. Cuida-se de um compilado sobre questões relacionadas à polêmica da abordagem de gênero nas escolas, o atual cenário dos registros civis das pessoas transgênero, o uso do nome social, a adoção, questões de saúde, a aplicação da Lei Maria Penha e da abrangência do feminicídio a mulheres trans. O material trata, também, das legislações existentes relacionadas à temática, bem como das principais reivindicações dos grupos LGBTI+, pautados na 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em 2016. Também elaboramos um capítulo sobre termos e expressões, incluído antes de todos os textos, com o objetivo de melhor entendimento dos conceitos básicos que envolvem a diversidade.


Keywords

Citation

Collections

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By